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Franchising: esta pequena grande família

Muito se tem dito, e escrito, que o franchising não é mais do que a reprodução constante de sucessos comerciais. O problema surge quando essa reprodução é feita… pela concorrência. Uma grande parte das redes de franchising que existem em Portugal, a saber: 516, concorda com o facto de a “cópia” ser uma constante no sector, ainda que não seja exclusivo a ele. Mas, tratando-se efectivamente de um universo com esta dimensão, a questão torna-se mais sensível, não passando despercebida.

Se um conceito de franchising (e quem diz um conceito fala de projectos nas mais diversas áreas, incluindo na área editorial e suportes de informação dedicados ao sector), demonstra ter sucesso no mercado, se dá que falar por ser inovador, trazer mais-valias e valor acrescentado, inevitavelmente vai despertar o interesse dos empreendedores mais atentos. O resultado? Em pouco tempo esse conceito, que está na “boca do povo”, passa de inovador a copiado, isto é, deixa de ser único passando a ter a tão “indesejada” concorrência.

Note-se que a concorrência é motor de competitividade, e essa competitividade é extremamente saudável para o mercado, sendo que quem beneficia é sempre o cliente ou o consumidor final, porque competitividade é sempre sinónimo de melhor serviço e qualidade de oferta.

Quando se desenvolve algo que funciona fica-se sujeito a imitação, é a lei natural da vida, e o franchising, esta “pequena” grande família, não pode fugir à regra. E inevitavelmente o mercado remete-se para a questão de quem nasceu primeiro “o ovo ou a galinha?” Em Portugal não existe legislação específica (nem não específica) que proteja os projectos de plágio. E existem alguns que pura e simplesmente se baseiam na estratégia “vamos ver o que fazem os demais”, em todo o caso, ser líder significa que a inovação e a sua constante implementação é factor fundamental para sobreviver num sector extremamente competitivo.

Aqueles que apostam e acreditam neste factor, e que fazem por renovar constantemente a sua oferta, garantem a continuidade no mercado. Os “imitadores” serão sempre considerados “os segundos”. Sendo afinal Portugal um país inserido numa União Europeia, funcionando também ele como um mercado livre, e não havendo leis que ditem as regras de funcionamento do franchising resta a ética, porque sem ela esta pequena grande família não cria laços de comunicação, porque sem ela as relações tornam-se autistas.
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