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Comércio: regresso ao factor confiança

O consumo está hoje mais estável ao nível dos bens de primeira necessidade, logo o sector de restauração é aquele que menos se ressentiu com o desenrolar do panorama económico em Portugal. Mas o comércio, e em concreto o franchising, não depende apenas deste sector. Os complementos de moda, a bricolage, os produtos terapêuticos, as energias renováveis são igualmente segmentos emergentes.

Há que concordar que poucos sectores comerciais saíram ilesos do abrandamento no consumo dos últimos dois anos. Os últimos desenvolvimentos da economia mundial e nacional fizeram emergir a fragilidade dos negócios que não souberam responder às necessidades mais imediatas e, neste caso, a tensão tornou-se desastrosa para muitas empresas.

Até no sector de restauração, supostamente menos afectado, teve que haver uma adaptação aos novos tempos, teve que se repensar estratégias, baixar preços, desenhar campanhas, anunciar até ofertas.

O quadro de extrema competitividade fez com que muitas redes de distribuição que operam em franchising fortalecessem a sua posição no mercado tornando possível sobreviver nestes tempos conturbados.

A reconversão de negócios tradicionais, a gestão directa do negócio e a proximidade ao cliente final são algumas estratégias e valores em que as empresas estão a apostar. Tudo indica que o sector de franchising vai continuar dinâmico em 2010 e como tendência começa a notar-se um crescente dinamismo em sectores como a moda, outro bastião do franchising de retail, as energias renováveis, a estética… nem tudo está mau no mundo dos negócios.

Perante a saturação do mercado os empreendedores devem seleccionar cuidadosamente aquilo que pretendem oferecer, de forma analítica, tendo sempre em conta que no comércio, apesar de tudo, começa a haver um sentimento de confiança que minimiza os efeitos desta crise.
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