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Internacionalização do franchising garante estabilidade dos mercados mundiais

Se existe um denominador comum no franchising a nível internacional é sem dúvida o facto de mesmo em épocas adversas o sistema ter a capacidade de evoluir de forma positiva, não só nos mercados emergentes como nos mais maduros. Os mercados internacionais não apresentam sinais de saturação, contudo o crescimento de alguns revela-se hoje um pouco mais moderado pelas razões que se conhecem.

Enquanto alguns sectores, como o imobiliário ou o financeiro, se ressentem mais a nível internacional, surgem outras tantas actividades e propostas que vão enriquecendo o sistema nos vários países. A globalização dos mercados e a oferta de conceitos provenientes de diversos contextos económicos começa a ser uma constante pelo mundo fora, sendo que a exportação de modelos de negócio já não é exclusivo das “potências” tradicionais.

Estados Unidos

Os Estados Unidos da América são considerados o maior e mais maduro mercado no âmbito do franchising mundial. De acordo com a IFA (International Franchise Association), neste país a indústria do franchising representa um volume considerável da sua economia e vai continuar a crescer nos próximos anos. Os sectores com maior impacto neste sistema são inquestionavelmente os de fast food, hotelaria, alimentação e restauração, sendo o primeiro aquele que gera mais postos de trabalho no país e um maior volume de facturação.

Segundo a IFA a tendência a longo prazo é para que haja um crescimento sólido nesta área de negócios neste país. A internacionalização dos conceitos de franchising americanos e o aumento do uso da tecnologia pautam actualmente este mercado.

China

A cor vermelha da bandeira da república popular da China é hoje substituída pelas multicores do mercado de franchising. O país totaliza actualmente mais de 1000 lojas da rede KFC, mais de 600 restaurantes da marca McDonald’s, 110 Pizza Huts e 70 Starbucks. A maior rede de venda ao público na China, com mais de 9200 licenças de franchising, é a famosa Kodak.

O sistema de franchising neste país teve início no final dos anos 80, mas a entrada da China na organização Mundial do Comércio (em 2001), a celebração dos Jogos Olímpicos e o franco crescimento anual do PIB levaram a uma evolução espectacular deste sistema de negócios no país.

Japão

Está entre as cinco principais potências económicas mundiais ainda que tenha sofrido um período de estagnação no que diz respeito ao seu crescimento. No entanto nos últimos tempos tem-se verificado um novo dinamismo da economia interna do país levando a um maior optimismo. A confiança não se vê reflectida no entanto no desenvolvimento do seu sistema de franchising já que é um sistema extremamente complexo pelas diferenças sociais e culturais que apresenta.

Brasil

Estima-se que o Brasil supere as 800 redes a operar em regime de franchising tendo alcançado uma facturação superior a 10 milhões de euros no exercício anterior. Os dados são o reflexo e uma consequência de factores como o desenvolvimento dos mercados locais, impulsionados pelo fortalecimento da classe média e uma visão internacional dos gestores das empresas brasileiras.

Actualmente o país propõe-se a exportar mais conceitos de negócio a outros países da América latina e também Europa.

Espanha

O sistema de franchising em Espanha encontra-se hoje bastante consolidado e cada vez mais empresas apostam na expansão a este mercado. Existem actualmente no país vizinho cerca de mil empresas franchisadoras, totalizando 73000 estabelecimentos, sendo 80% destes são unidades franchisadas, um dado que revela a aceitação do sistema no mercado espanhol.

O mercado espanhol é sem dúvida um dos principais destinos para a internacionalização de muitos negócios, nomeadamente portugueses, (20% das empresas neste país são de origem estrangeira), sendo o principal país exportador os Estados Unidos, seguidos pela França e Itália.
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