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Crise impulsiona "corrida ao ouro"

Diariamente são publicadas notícias que dão conta do bom momento que o ouro atravessa, a nível mundial. A alta cotação deste metal precioso deve-se a vários factores, como a crise no mercado bolsista e o aumento da desconfiança no sistema bancário e, nos últimos anos, verificou-se uma subida acentuada dos valores associados, tendo inclusivamente atingido máximos históricos. A subida do valor do ouro ditou uma nova tendência nos mercados: o aumento das lojas da especialidade.

Ao longo dos tempos, os momentos de crise têm levado ao aparecimento de negócios associados à compra e venda de bens. À semelhança de outras crises, esta que Portugal atravessa faz prever um bom momento para a valorização do ouro e, consequentemente, para os negócios directamente associados. Do ponto de vista dos investidores, assiste-se ao aumento do número de empreendedores que decidem avançar com o seu próprio negócio, muitos como resposta ao desemprego.

“Desde 2008, altura em que avançamos com o modelo de franchising, e muito também devido à forte comunicação em torno do sector e ao próprio modelo de negócio, no nosso caso low cost, temos tido várias solicitações de investidores que querem crescer em rede com a Valores”, diz André pinto, administrador desta marca de franchising.

Comparando com período homólogo de 2010, no final do primeiro semestre deste ano a Valores registou um aumento da rede de lojas de 95 para mais de 190. Relativamente ao volume de negócios o Grupo contabilizou nos primeiros seis meses de 2011 cerca de 55 milhões de euros, contra os 20 milhões verificados em igual período de 2010.

“O cliente final vê os seus objectos atingirem fortes valorizações, relativamente ao valor investido em peças de ouro, pelo que se torna um bom momento de venda das referidas peças, pois tem uma mais-valia apreciável. É um bom momento para quem quer vender ouro para fazer face a outras despesas, ou mesmo rentabilizar noutras oportunidades. Por outro lado é um bom momento para quem quer investir na compra de ouro, por exemplo, a aposta na compra de barras de ouro como forma de investimento garantido”, justifica André pinto.

“A subida dos valores à grama do ouro é um dos principais factores que tem contribuído para esta “corrida ao ouro” e que tem potenciado os negócios nesta área. A falta de segurança que se vive também tem tido alguma influência na maior procura de redes de franchising de compra e venda de ouro, uma vez que existe algum receio de usar ouro na rua”, diz o subdirector da OuroDamas, Filipe Damas.

Nos primeiros seis meses de 2011 a rede abriu 8 novas agências e tem já negociadas, para o mês de Setembro, três novas unidades “com abertura prevista para breve”.
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