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“Se o produto justifica o preço, porque é que o consumidor se há-de importar de pagar mais?”

Os consumidores tornaram-se mais selectivos e exigentes nas suas escolhas. Verdade. Mas, se continuam a existir ocasiões que justificam a compra de algo especial e distinto dos ditos produtos “standard”, o comércio dedicado à venda de produtos que quebram com o tradicionalismo vai continuar a vingar, mesmo com os actuais condicionalismos económicos.

Fomos encontrar numa rede muito singular, a Ponto Sweet, especializada no comércio de bouquets de doces, o exemplo de uma marca onde o factor “exclusividade” dos produtos que cria proporciona margens de negócio “muito interessantes”. A operar como rede de franchising desde 2010, a Ponto Sweet abriu, num ano que se esperava difícil, 4 lojas, em Matosinhos, Leiria, Lisboa e Coimbra.

Pagar mais por um produto exclusivo

"Se o produto justifica o preço, porque é que o consumidor se há-de importar de pagar mais?”, refere Emília Gomes, directora do franchising Ponto Sweet. “O consumidor português é exigente, informado e sabe bem o que quer. Todos os nossos produtos têm um propósito comum, que é o facto de obedecerem a temáticas, sendo a maior parte destinados à oferta. E, certamente que se queremos surpreender alguém, será com algo diferente do habitual e, se esse produto for exclusivo melhor, certamente que isso ainda o tornará mais especial”.

Se por um lado o consumidor está disposto a abrir os cordões à bolsa, e pagar pela exclusividade, existe por outro a ideia “errada” de que a originalidade significa sempre preços muito elevados. No caso desta rede “toda a gama de produtos apresenta uma excelente relação preço/qualidade, que é percepcionada pelos clientes e, apesar da qualidade ser uma constante nos produtos Ponto Sweet, conseguimos apresentar um leque de ofertas para todas as carteiras”, diz Emília Gomes. Os bouquets criados pela marca podem variar entre os 5 e os 25 euros.

“Peças únicas”, um aspecto valorizado

“O facto de sermos em Portugal a única rede com este género de oferta é, por si só, um factor diferenciador. No departamento criativo da Ponto Sweet os nossos criativos projectam e desenvolvem as composições e os produtos “standard” que serão construídos em cada uma das lojas franchisadas, com base nas fichas técnicas de construção. Toda a gama de produtos é “hand made”, assim nunca existem dois bouquets exactamente iguais. São peças únicas, também pela personalização e exclusividade da criação, em função dos gostos, interesses e objectivos de cada um dos nossos clientes”

“Tudo isto é valorizado pelos clientes que percepcionam essa exclusividade e diferença no acto da compra, bem como no feedback de quem recebe um presente Ponto Sweet, que em geral reage com surpresa e espanto, sempre com um sorriso”, explica a responsável.

Mito: gerir um negócio de produtos hand made é mais complicado e menos rentável

“Não é de todo verdade”, garante Emília Gomes. “Digamos que é um processo que exige originalidade e empenho diário, mas não consideramos que seja menos rentável. As margens de negócio são até muito interessantes. Na Ponto Sweet há o esforço contínuo para criar novos produtos e técnicas de elaboração. Neste momento possuímos um leque bastante amplo de produtos “standard” que são diariamente vendidos, enquanto outros produtos são desenvolvidos”.

“Adicionalmente, o know how que é transmitido a todos os franchisados permite-lhes criar produtos específicos e personalizados, caso a caso. Trata-se de um processo que tem funcionado bastante bem, que apela à originalidade, no qual gostamos de trabalhar e no qual acreditamos”. A procura dos produtos da marca tem crescido “de modo “significativo e os resultados são visíveis”, diz a responsável.

“Sabemos que detemos algo que irá mudar por completo os padrões que existem neste tipo de oferta, convictos disso temos feito um esforço de marketing acrescido para que tal seja notado, e o que é certo é que isso tem dado resultados muito positivos. Todos os dias temos pedidos tanto na nossa loja online, como nas nossas lojas da rede”, sublinha.
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