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Compras colectivas: um modelo de negócio onde todos ganham?
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Um computador e o dedo pronto para fazer clic sobre a oferta mais atractiva. Basta apenas isto para definir a nova tendência do mercado de consumo: compras colectivas. Esta emergente forma de comprar permite ao consumidor o acesso a serviços e produtos com descontos “absurdos”, para as empresas anunciantes apresenta-se como um poderoso meio de promoção, para as plataformas que vendem estes serviços de marketing, comissões entre os 30 e os 50% do valor PVP. Será este um modelo de negócio lucrativo para todos?
Gostaria de disfrutar, por exemplo, de um belo jantar romântico num restaurante de luxo, ou de aproveitar uma relaxante massagem num SPA exclusivo, passar um fim de semana radical a praticar os desportos de que mais gosta, escapar para um sítio idílico por alguns dias? Então abra o seu browser e pesquise: compras colectivas. Vai encontrar, certamente, uma panóplia de sites de Internet como a Groupon, Compra Comigo, Desconto Ocasião, Descontos.pt… com tudo o que sempre sonhou e não sonhou. Dia sim, dia sim, estes sites lançam novas campanhas e ofertas para todas as aspirações. A grande diferença entre comprar num qualquer deste sites ou directamente na loja? Descontos que vão desde os 50 aos 90%.
Mas, vamos por partes. Como funciona este método de vendas de produtos e serviços a preços tão apetecíveis? Muito fácil. Os utilizadores (que se contabilizam hoje aos milhares) destas plataformas subscrevem-se gratuitamente nestes portais e, a partir daí, recebem diariamente, via correio electrónico, as várias ofertas de que podem beneficiar. Existe no entanto uma condição para que se possa concretizar a compra: a campanha tem que atingir um número mínimo de compradores (pode oscilar entre os 20 e os 30). Fácil e cómodo para o consumidor, e extremamente vantajoso para as pequenas empresas, que conseguem promover a sua marca entre os milhares utilizadores destas plataformas.
Falemos de números
Como conseguem as empresas, e as plataformas, fazer estes descontos, que podem chegar mesmo aos 90% do preço de venda? Peguemos no exemplo Groupon. Em Portugal desde Junho de 2010, a empresa utiliza a força da compra colectiva, ou seja, quanto mais pessoas comprarem uma oferta, melhor o desconto que pode obter. “Ninguém é obrigado a comprar nada, o segredo para o sucesso consiste em ter sempre boas ofertas para os usuários e proporcionar-lhes a experiência Groupon. Só assim conseguimos garantir que voltem e nos recomendem aos seus amigos”, explicou a empresa ao Portal Tormo.pt.
Para que tenha uma noção, a Groupon concretiza (ou concretizou) vendas como mais de 500 cupões para o restaurante Chiado Unique em Lisboa, com um menu para duas pessoas a 35 euros em vez de 80, mais de 680 cupões de 10 tratamentos de cavitação no Day Dream Spa por 99 euros, em vez de 800, e qualquer coisa como 250 cupões para duas noites no Villa Termal Caldas de Monchique para duas pessoas, por 99 euros, em vez de 340.
O portal Tormo.pt tentou apurar junto da empresa a evolução do volume de negócios desde que entrou em Portugal, mas a mesma preferiu não adiantar valores, justificando que “por ser uma empresa cotada em bolsa, desde Novembro de 2011, e por ser uma empresa pública, não pode fornecer este tipo de dados económicos”.
Mas, se por um lado se pode calcular um volume de negócios elevado, já que as comissões que ganham estas plataformas por cada venda se situa entre os 30 e 50%, por outro, para o vendedor não existe lucro. Pelo menos quantitativo.
Existem hoje várias marcas de franchising, de diversos sectores, que já utilizam estas plataformas, como a Legs & Nails, a Innergenius ou a Esinow, mas, se acaba por não ser uma via lucrativa de vendas, porquê contratar estes serviços?
“Para uma empresa, uma publicação na Groupon é uma forma de se promoverem que permite trazer resultados imediatos e captar um elevado volume de clientes em muito pouco tempo. Com os custos controlados, em função das vendas geradas, os nossos sócios obtêm uma grande visibilidade, que de outra forma só conseguiriam pagando por espaços publicitários, sem garantias de atrair clientes”, refere Katharina Rinnerthaler, porta-voz da Groupon Portugal.
O negócio altamente rentável (pelo menos para estas plataformas) das compras colectivas torna-se hoje uma tentação e criar um site desta natureza é acessível e barato. O portal Tormo.pt falou com uma rede de franchising que, inclusivamente, já criou o seu site de compras colectivas, de acordo com a mesma “a primeira empresa mundial a associar este modelo de negócio a um processo de franchising”, a DZCount.
Intermediário publicitário entre fornecedor e cliente
“A DZCount, enquanto empresa de marketing permite aos seus parceiros publicitarem a sua marca, assim como os seus produtos/serviços, sem risco e sem custo. Apenas cobramos uma comissão (entre 25 e 50%), previamente combinada, se atingirmos sucesso na campanha, se não o atingirmos o parceiro não tem qualquer custo, logo é fácil perceber que o risco fica todo do lado da DZCount”, explica a marca.
A empresa diz-se “apenas um intermediário publicitário entre o fornecedor e o cliente” e as margens de desconto elevadas conseguem-se pelo elevado número de utilizadores que já se encontram registados na plataforma, conseguindo a empresa que publicita um “grande retorno publicitário, sendo também vantajoso para os utilizadores, que ganham com os preços “extremamente apelativos”, num processo que a rede de franchising apelida de “win-win-win”. A empresa estima em breve atingir o primeiro milhão de euros de faturação nesta área de negócio.
Este pode ser um exemplo de como um simples sistema pode ser vantajoso para todas as partes interessadas. Os portais promotores, verdadeiros impulsionadores deste negócio, os clientes, que gozam de grandes descontos e as marcas anunciantes. Estas últimas, ao fim ao cabo, com a “tarefa” de avaliar até que ponto é rentável, ou não, apostar nestes sites de compras colectivas. De forma simples, pode dizer-se que estas plataformas se apresentam como oportunidades para as marcas se posicionarem rapidamente no mercado, algo bastante vantajoso para negócios recentes e de pequena dimensão, mas também para empresas veteranas, enquanto ferramenta eficaz de branding, ou simplesmente para fidelizar clientes.
Gostaria de disfrutar, por exemplo, de um belo jantar romântico num restaurante de luxo, ou de aproveitar uma relaxante massagem num SPA exclusivo, passar um fim de semana radical a praticar os desportos de que mais gosta, escapar para um sítio idílico por alguns dias? Então abra o seu browser e pesquise: compras colectivas. Vai encontrar, certamente, uma panóplia de sites de Internet como a Groupon, Compra Comigo, Desconto Ocasião, Descontos.pt… com tudo o que sempre sonhou e não sonhou. Dia sim, dia sim, estes sites lançam novas campanhas e ofertas para todas as aspirações. A grande diferença entre comprar num qualquer deste sites ou directamente na loja? Descontos que vão desde os 50 aos 90%.
Mas, vamos por partes. Como funciona este método de vendas de produtos e serviços a preços tão apetecíveis? Muito fácil. Os utilizadores (que se contabilizam hoje aos milhares) destas plataformas subscrevem-se gratuitamente nestes portais e, a partir daí, recebem diariamente, via correio electrónico, as várias ofertas de que podem beneficiar. Existe no entanto uma condição para que se possa concretizar a compra: a campanha tem que atingir um número mínimo de compradores (pode oscilar entre os 20 e os 30). Fácil e cómodo para o consumidor, e extremamente vantajoso para as pequenas empresas, que conseguem promover a sua marca entre os milhares utilizadores destas plataformas.
Falemos de números
Como conseguem as empresas, e as plataformas, fazer estes descontos, que podem chegar mesmo aos 90% do preço de venda? Peguemos no exemplo Groupon. Em Portugal desde Junho de 2010, a empresa utiliza a força da compra colectiva, ou seja, quanto mais pessoas comprarem uma oferta, melhor o desconto que pode obter. “Ninguém é obrigado a comprar nada, o segredo para o sucesso consiste em ter sempre boas ofertas para os usuários e proporcionar-lhes a experiência Groupon. Só assim conseguimos garantir que voltem e nos recomendem aos seus amigos”, explicou a empresa ao Portal Tormo.pt.
Para que tenha uma noção, a Groupon concretiza (ou concretizou) vendas como mais de 500 cupões para o restaurante Chiado Unique em Lisboa, com um menu para duas pessoas a 35 euros em vez de 80, mais de 680 cupões de 10 tratamentos de cavitação no Day Dream Spa por 99 euros, em vez de 800, e qualquer coisa como 250 cupões para duas noites no Villa Termal Caldas de Monchique para duas pessoas, por 99 euros, em vez de 340.
O portal Tormo.pt tentou apurar junto da empresa a evolução do volume de negócios desde que entrou em Portugal, mas a mesma preferiu não adiantar valores, justificando que “por ser uma empresa cotada em bolsa, desde Novembro de 2011, e por ser uma empresa pública, não pode fornecer este tipo de dados económicos”.
Mas, se por um lado se pode calcular um volume de negócios elevado, já que as comissões que ganham estas plataformas por cada venda se situa entre os 30 e 50%, por outro, para o vendedor não existe lucro. Pelo menos quantitativo.
Existem hoje várias marcas de franchising, de diversos sectores, que já utilizam estas plataformas, como a Legs & Nails, a Innergenius ou a Esinow, mas, se acaba por não ser uma via lucrativa de vendas, porquê contratar estes serviços?
“Para uma empresa, uma publicação na Groupon é uma forma de se promoverem que permite trazer resultados imediatos e captar um elevado volume de clientes em muito pouco tempo. Com os custos controlados, em função das vendas geradas, os nossos sócios obtêm uma grande visibilidade, que de outra forma só conseguiriam pagando por espaços publicitários, sem garantias de atrair clientes”, refere Katharina Rinnerthaler, porta-voz da Groupon Portugal.
O negócio altamente rentável (pelo menos para estas plataformas) das compras colectivas torna-se hoje uma tentação e criar um site desta natureza é acessível e barato. O portal Tormo.pt falou com uma rede de franchising que, inclusivamente, já criou o seu site de compras colectivas, de acordo com a mesma “a primeira empresa mundial a associar este modelo de negócio a um processo de franchising”, a DZCount.
Intermediário publicitário entre fornecedor e cliente
“A DZCount, enquanto empresa de marketing permite aos seus parceiros publicitarem a sua marca, assim como os seus produtos/serviços, sem risco e sem custo. Apenas cobramos uma comissão (entre 25 e 50%), previamente combinada, se atingirmos sucesso na campanha, se não o atingirmos o parceiro não tem qualquer custo, logo é fácil perceber que o risco fica todo do lado da DZCount”, explica a marca.
A empresa diz-se “apenas um intermediário publicitário entre o fornecedor e o cliente” e as margens de desconto elevadas conseguem-se pelo elevado número de utilizadores que já se encontram registados na plataforma, conseguindo a empresa que publicita um “grande retorno publicitário, sendo também vantajoso para os utilizadores, que ganham com os preços “extremamente apelativos”, num processo que a rede de franchising apelida de “win-win-win”. A empresa estima em breve atingir o primeiro milhão de euros de faturação nesta área de negócio.
Este pode ser um exemplo de como um simples sistema pode ser vantajoso para todas as partes interessadas. Os portais promotores, verdadeiros impulsionadores deste negócio, os clientes, que gozam de grandes descontos e as marcas anunciantes. Estas últimas, ao fim ao cabo, com a “tarefa” de avaliar até que ponto é rentável, ou não, apostar nestes sites de compras colectivas. De forma simples, pode dizer-se que estas plataformas se apresentam como oportunidades para as marcas se posicionarem rapidamente no mercado, algo bastante vantajoso para negócios recentes e de pequena dimensão, mas também para empresas veteranas, enquanto ferramenta eficaz de branding, ou simplesmente para fidelizar clientes.
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