Entrevistas

Filipe Oliveira – Development Manager da Party Fiesta para Portugal e Brasil

Apesar do mercado do retalho ter contraído nos 2 últimos anos, consequência da crise internacional, a Party Fiesta conseguiu manter “bastante receptividade no consumidor final”, disse-nos em entrevista Filipe Oliveira, Development Manager da empresa em Portugal e Brasil, e a grande rotatividade dos clientes nas lojas da rede permite uma média de facturação anual por unidade estimada em 400 mil euros. De acordo com o plano de expansão e de negócio da empresa, durante o 2º semestre do próximo ano está previsto a entrada no mercado brasileiro, sendo objectivo para Portugal expandir para todo o território, incluindo as ilhas autónomas da Madeira.

A Party Fiesta está em Portugal desde 2003 e tem actualmente 3 unidades franchisadas no país. Que plano de negócio têm previsto para o território nacional?
A Party Fiesta marca a sua presença em Portugal, com 3 lojas em Centros Comerciais (Norte Shopping; Colombo e Palácio do Gelo) que, na sua área de influência, são espaços de referência. Temos previsto expandir o conceito para todo o território nacional inclusive para as Ilhas Autónomas (Madeira).
Como pretendem dinamizar essa expansão e cativar a atenção quer dos consumidores, quer dos investidores?
A Party Fiesta tem boas relações com os melhores “players” da Industria de Centros Comerciais em Portugal, nomeadamente Promotores e Investidores. Em relação aos nossos clientes/parceiros (franchising), o conceito e modelo de negócio é comunicado e divulgado através de diversos canais especializados. Por outro lado, a Party Fiesta tem uma estratégia de presença regular em feiras especializadas, de âmbito nacional e internacional, como são exemplo o “Mapic” e “Ac Franchise”. Comparativamente aos consumidores, as lojas Party Fiesta estão concebidas e “comunicadas” com um conjunto de características, nomeadamente em termos de imagem global, tipo e diversidade da oferta, produtos com um preço competitivo, acções de dinamização de loja, entre outras actividades que as tornam mais vivas e apelativas.
A rede dedica-se à comercialização de artigos para festas e celebrações, guloseimas, entre outros produtos dedicados à diversão. Que análise faz deste nicho de mercado e que oportunidades existem neste sector?
Actualmente a Party Fiesta está presente em Espanha com 49 lojas, Portugal com 3 lojas, França com 4 lojas e Panamá com 1 loja. É claramente líder de mercado neste sector de actividade, que está em crescimento de acordo com os hábitos e estilos de vida mais “urbanos” do cliente final. Nestes últimos 2 anos, em que o mercado de retalho se contraiu perante a crise internacional, o produto das lojas Party Fiesta tem bastante receptividade ao consumidor final, ao qual não é alheia, como referi antes, a relação qualidade, diversidade e preço.
Estes produtos podem estar destinados para uso diário ou para estações especiais, com uma rentabilidade assegurada já que trabalha com altas margens superiores a 300% sobre a compra. Um negócio rentável?
Sim, é um negócio rentável para os nossos parceiros. A Party Fiesta está direccionada para alguns segmentos de mercado distintos (consumidor final), mas com um objectivo e momento de compra que se complementam, nomeadamente crianças, jovens, adultos e profissionais. As lojas Party Fiesta têm um grande número e rotatividade de clientes, o que leva a uma facturação elevada para além de, como refere, ter margens superiores a 300% sobre a compra.
Que planos tem para a expansão da marca no Brasil?
De acordo com o plano de expansão e de negócio da Party Fiesta aprovado para o Brasil prevemos, durante o 2ºsemestre 2010, dispôr de todas as condições necessárias, para a marca iniciar a sua actividade, nomeadamente: a logística; abertura das primeiras lojas; presença em feiras e eventos que permitam divulgar a sua presença no mercado; presença “online” em portais (sites) com forte presença e influência no retalho. Toda esta operação tem como objectivo proporcionar a melhor qualidade de serviço e condições para todos os potenciais franchisados no mercado brasileiro.
A franquia tem um investimento inicial de 100 mil euros. Este valor é compensado com a “alta” facturação estimada de cada unidade?
Apenas como valor indicativo, podemos referir que a facturação média anual de uma loja da cadeia Party Fiesta é superior a € 400.000,00.
O que está previsto neste investimento?
No investimento da loja a Party Fiesta inclui: mobiliário, stock, sistemas informáticos (hardware e software) e pavimento próprio. Não estão incluídas as obras de construção civil da loja.
Em quanto tempo se estima o retorno deste investimento e o break-even de uma loja?
O break-even de 1 loja Party Fiesta, tendo em conta a referência dos seus actuais mercados, está estimado entre 2 anos e meio e 3 anos.
Que vantagens traz este conceito de negócio aos investidores?
Para além da credibilidade, experiência, conhecimento e relação “win-win”, que fazem parte da cultura organizacional em relação aos seus parceiros (franchisados), estão a apostar num conceito dinâmico, diferente, com uma imagem cativante e uma perspectiva de crescimento sustentado. Além disso, para além da garantia de suporte central vs. efeito local/comunicação/produto e preço, o nível de rentabilidade é deveras interessante.
Como funciona o abastecimento da rede?
A Party Fiesta tem uma plataforma logística com área superior a 6.000m2, preparada para suportar todos os pedidos efectuados pelos respectivos associados.
Que tipo de apoios presta a Party Fiesta aos potenciais associados, nomeadamente ao nível de protocolos com a Banca para o apoio no financiamento, formação, acompanhamento?
Embora não tendo desenvolvido nenhum protocolo específico com instituições financeiras e banca, a Party Fiesta, presta todo o tipo de formação ao potencial associado e todo o acompanhamento necessário para que este possa ter um “plano de negócio” capaz de permitir o apoio directo por parte de eventuais financiadores, bem como permitir uma melhor gestão e rentabilidade de negócio.
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