Entrevistas

Catarina Pinto responsável de comunicação da Corte & Cose

“Os serviços prestados pelas unidades Corte & Cose têm revelado uma enorme resistência à crise. Ao contrário de outros sectores de actividade, os arranjos de costura não tem sentido grandes quebras. A acrescentar a esta clara vantagem, está o know-how da marca adquirido ao longo de 10 anos de actividade e a comprovada aceitação do conceito”, disse-nos em entrevista Catarina Pinto, responsável de comunicação da rede. A empresa prevê este ano uma redução no preço do conceito chave-na-mão para garantir a rentabilidade das lojas em zonas “prime” “pois são elas que nos trazem benefícios em termos de expansão da rede”, adianta.

A marca pretende aumentar a sua penetração na zona norte do País e prevê uma redução de preço até 5.000€ para localizações consideradas de elevado interesse. Quais as zonas prioritárias neste âmbito?
Esta redução será considerada para locais de elevado interesse estratégico para a marca, isto é, em espaços situados em zonas comerciais nobres de capitais de distrito e sedes de concelhos que, potenciando a notoriedade da marca, assegurem a rentabilidade das unidades. Esta tem sido, desde sempre, a política da Cort&Cose: procurar localizações que garantam a rentabilidade das unidades. Para que os parceiros tenham a possibilidade de optar por localizações “prime”, que implicam rendas superiores mas que a médio prazo, darão, com certeza, maior retorno, previmos, assim, uma redução no preço da “Solução Chave na Mão”, dando, desta forma, o nosso contributo para que a localização possa ser a mais adequada. Preferimos reduzir o preço, mas ter unidades bem localizadas e, logo, com rentabilidade garantida, pois são elas que nos trazem benefícios em termos de expansão da rede. Esta redução de preço, durante o presente ano, só será considerada na Zona Norte, por ser a grande aposta estratégica da marca. Tal como aconteceu na AML, o crescimento em qualquer zona deve ser sustentado, com a consequente criação de uma estrutura de acompanhamento das unidades e como tal tem de ser feito por etapas.
Para além do reforço de expansão a norte do país que objectivos têm para o franchising a nível nacional? Quais os objectivos de crescimento a curto prazo?
Não querendo ser demasiado optimista o objectivo para 2010 é inaugurar 6 unidades, tal como aconteceu em 2009, continuando a melhorar o serviço prestado pelas unidades. É, igualmente, nosso objectivo apresentar novas utilizações para a nossa solução de negócio, alargando o target do nosso franchising para 3 segmentos distintos, concretamente: - A tradicional “Exploração Directa”, em que o parceiro deverá gerir a unidade de forma presente, mas podendo ter outra actividade profissional; - O “Auto-emprego”, em que a unidade é o posto de trabalho do parceiro, pelo que é, pela actividade desenvolvida, uma solução mais direccionada para o segmento feminino. - A “Cessão de Exploração”, que se traduz na abertura de uma unidade como um investimento financeiro, tal e qual como uma aplicação a prazo de alto retorno, mas com baixo risco.
Qual o tecto para a rede a nível nacional?
Não temos um tecto definido, mas sabemos que ainda temos muito por onde crescer a nível nacional. Consideramos que, especialmente a zona centro e litoral norte, tem tanto potencial como a AML, pelo que contamos chegar pelo menos às 70 unidades em Portugal.
Está nos planos da marca a internacionalização? Que países se apresentam actualmente mais interessantes para a expansão do vosso conceito?
Não existem planos concretos de internacionalização, embora a expansão para fora de Portugal esteja prevista a médio prazo. No entanto, internacionalizar, na nossa perspectiva, implica encontrar a pessoa certa para representar a marca noutro país, pois sermos nós a avançar implicaria dedicar menos tempo à rede nacional, o que não queremos, de todo, fazer. Assim, encontrando as pessoas certas, internacionalizar será uma questão de tempo. Quanto aos países em que consideramos que o conceito funcionaria, eles são por afinidade cultural todos os países do sul da Europa, principalmente Espanha.
A Corte & Cose pode ser considerada uma marca de baixo investimento. De que valores estamos a falar para o conceito de corner e de loja e o que contemplam estes valores?
O valor do “Direito de Entrada” é igual para ambas as soluções: 5.000 euros. Quanto à “Solução Chave na Mão”, no caso do “Corner”, o seu valor é de 20.000 euros. Na solução “Loja” ele implica um investimento de 25.000 euros. A principal diferença entre as duas soluções está no mercado populacional a que se destinam. Isto é, em zonas com menos de 10.000 habitantes é aconselhável o “Corner” (que também pode ser usado em zonas de população superior mas em que inexistam áreas para uma unidade “Loja”) e em zonas com mais de 10.000 habitantes uma “Loja”. Por esse motivo as áreas intervencionadas em termos de obras e os parques de equipamento reflectem essa diferença de realidades. Nestes valores estão incluídas obras de adaptação, mobiliário, equipamentos de costura e de publicidade, materiais específicos da actividade, stock inicial de consumíveis, selecção das costureiras, formação destas e do parceiro e elementos documentais de apoio e controlo de gestão.
Para além do baixo investimento, que vantagens existem para o franchisado em associar-se à marca?
O apoio efectivo é a grande vantagem que temos para oferecer. Após a abertura das unidades, em momento algum nos desligamos das mesmas. Para além das formas de comunicação definidas a priori (visitas mensais, relatórios indicativos dos parâmetros, a melhor e-newsletter), os parceiros contactam-nos sempre que precisam obtendo sempre uma resposta e, se possível, uma solução. Para além disto, os serviços prestados pelas unidades têm revelado uma enorme resistência à crise. Ao contrário de outros sectores de actividade, os arranjos de costura não tem sentido grandes quebras. A acrescentar a esta clara vantagem, está a know-how da marca adquirido ao longo de 10 anos de actividade e a comprovada aceitação do conceito.
Qual o perfil de franchisado Corte & Cose? Há preferência para pessoas com experiência na área de costura?
Não existe qualquer preferência por pessoas com experiência na área da costura. Mesmo na situação de auto-emprego, não é de todo necessário que assim seja. Ter noções de gestão de recursos humanos e perfil comercial é o que mais valorizamos pois é o que permite contratar as melhores profissionais e potenciar negócio no balcão, factores críticos de sucesso desta actividade. No geral, procuramos franchisados que queiram um investimento empresarial ou uma experiência profissional por conta própria em condições justas e acessíveis. É também importante ter algum tempo para dedicar à loja, o que não impede a manutenção de uma actividade profissional por conta de outrem.
Que formação é dada aos franchisados?
Por um lado temos a formação operacional (software de registo, atendimento e logística de loja) que é ministrada in loco seguindo o que está disposto no “Manual de Operações”. Por outro, temos a formação de gestão. Aqui, fornecemos materiais de apoio à gestão e explicamos a sua forma de funcionamento, com entrega de um “Manual de Gestão do Parceiro”, que tem todas as indicações mais relevantes para a boa operação da unidade.
Este é um conceito rentável? Qual a facturação média de uma loja Corte & Cose?
Em termos médios uma unidade Cort&Cose factura no primeiro ano de vida 6.000 euros por mês.
Porque estender os vossos serviços à área de limpeza e engomadoria?
Foi uma exigência dos próprios consumidores. Numa sociedade em que o tempo escasseia e em que o papel tradicional da mulher foi completamente invertido, urgia encontrar uma forma de englobar no mesmo espaço um serviço completo de tratamento de roupa. Assim, alargar o mix de serviços, que para além da engomadoria contempla, igualmente, as limpezas a seco e especializadas, foi uma resposta às necessidades dos consumidores. Pretendemos continuar a alargar os serviços das unidades, sendo o fim último torná-las lojas de conveniência por excelência.
A marca define uma duração de 10 anos para o contrato de franchising. Porquê 10 em vez de 5?
Essa alteração decorreu das manifestações de interesse de muitos candidatos. Mas, no essencial, continuamos a defender que o prazo mais apropriado é o que corresponde ao prazo de duração do contrato de arrendamento do espaço. Por isso esse prazo não é mandatório.
Que análise faz do mercado actual? Considera que os portugueses continuam a procurar este tipo de serviço apesar da conjuntura?
Não se sente uma diminuição da procura, embora exista uma clara retracção por parte dos que perderam o emprego nos últimos meses. Na verdade, a compra de menos roupa nova leva a ao arranjo e / ou transformação do vestuário pré-existente, motivo pelo qual as unidades continuam a ter trabalho, apesar da retracção do consumo. No entanto, nas zonas em que o desemprego é mais evidente, denota-se uma diminuição do número de clientes.
cargando...

Cargando galería...

Pesquisa de notícias