Entrevistas

Joaquim Raimundo – Master Franchise da Clayeux em Portugal

A Clayeux, rede de comércio de vestuário infantil e acessórios, pretende apostar este ano fortemente na expansão da rede em Portugal, actualmente com 8 lojas franchisadas e 5 próprias. Joaquim Raimundo, Master da marca em Portugal, disse ao Tormo.pt que o objectivo é fechar o ano com 20 lojas e reforçar a presença na grande Lisboa e grande Porto.

A Clayeux é uma marca que entra em Portugal em 1998 como Master Franchise, contando actualmente com 8 unidades franchisadas no país. Fale-nos dos objectivos de expansão da marca para este ano.
Neste momento temos 13 lojas Clayeux, das quais 8 são franchisadas. O nosso objectivo é chegarmos ao final do ano com 20 lojas. Além disso colocamos também a hipótese abrir corners em lojas de multimarca, sem nunca pôr em causa o carácter de exclusividade das lojas existentes.
Como tenciona a empresa agilizar este processo de expansão, ou seja, como pretende a marca cativar potenciais investidores e cliente final?
Vamos estar presentes no Salão de Franchising de Lisboa e Porto onde esperamos fechar alguns contratos. Por outro lado vamos continuar a apostar na divulgação através do vosso site. Para os investidores a nossa grande mais valia é de facto o modelo de negócio que propomos. Toda a mercadoria é colocada nas lojas à consignação e com uma margem de 45% garantida, incluindo época de promoções e saldos. No final da estação a mercadoria não vendida é devolvida para a fábrica. Até os custos do transporte da devolução é suportado pela marca. Para o cliente final, além da qualidade de sempre, continuamos a apresentar excelentes colecções, cheias de cor e alegria, como é característico na Clayeux.
Este negócio insere-se num mercado bastante específico do sector de moda, o que tem de inovador este conceito e o que o torna atractivo aos investidores?
Vivemos tempos difíceis, mas como é historicamente conhecido é nestas alturas que surgem as grandes oportunidades. O modelo de negócio que propomos ao potencial investidor tem algumas vantagens inquestionáveis, mas aquela que destaco é o baixo risco do negócio. A margem de 45% garantida e a devolução total do stock não vendido, conferem-lhe de facto um risco mínimo.
Considera o baixo investimento inicial necessário para integrar a rede, a ausência de taxas de publicidade ou royalties factores de atractividade? Quais as mais-valias?
O baixo investimento inicial, associado à ausência de royalties, são cada vez mais um factor decisivo na hora de escolher o negócio. Ainda se conseguem iniciar negócios com um baixo investimento. O negócio de uma loja Clayeux bem gerido tem o que um investidor pretende quando inicia um negócio: baixo risco, previsível, tranquilo e sem sobressaltos. As mais-valias dependem sempre em primeiro do lugar onde se situa a loja.
O que engloba esse investimento?
O investimento inicial engloba a procura e montagem da loja. Raramente é superior a 10.000 euros. Este investimento depende, como é óbvio, do estado em que está a loja e onde esta se encontra localizada.
Como se estrutura uma unidade Clayeux?
A montagem da loja é da responsabilidade do franchisado e é coordenada por nós. Apresentamos o projecto e o orçamento para as obras e montagem. Apresentamos as colecções ao franchisado de modo a que este possa fazer a sua encomenda, sempre com o nosso apoio. O sistema informático da loja, cujo software nós fornecemos, está ligado á fábrica, permitindo-nos controlar os stocks e fazer as reposições de produtos à medida que estes se forem vendendo. Os preços dos artigos são iguais em todo o país e as campanhas de promoções são sempre simultâneas em todas as lojas. No mínimo uma vez por mês a loja é visitada por nós, altura para fazer o balanço mensal, as montras, etc.
Qual o papel do franchisado nessa mesma estrutura?
O papel do franchisado é fundamental neste conceito de loja. Se o franchisado não participar activamente na actividade da loja, o sucesso da desta pode estar comprometido e todas as potencialidades do negócio se dissipam ingloriamente.
Como funciona o abastecimento dos produtos da marca às unidades franchisadas?
No início de cada estação a loja recebe a sua encomenda e à medida que for vendendo, os stocks vão sendo repostos. Como as lojas funcionam em rede, há sempre a hipótese de haver trocas de mercadoria entre as lojas.
Esta franquia apresenta uma duração de contrato inferior àquilo que é mais frequente existir em franchising. Que vantagens existem neste período mais reduzido?
As vantagens novamente ao nível do risco. Se por algum motivo as coisas não correrem conforme previsto, o facto de o Contrato ser de 3 anos, renovável, facilita a situação.
Quais são as zonas preferenciais para implementação das lojas Clayeux, quer a nível de estabelecimento (de rua/centros comerciais) quer a nível geográfico?
A preferência será sempre pelas melhores zonas em cada uma das cidades. Procuramos abrir mais lojas em Lisboa (e grande Lisboa), Porto (e grande Porto), Algarve, Évora, Guarda, Viseu, Castelo Branco.
Qual o desempenho da rede em 2009?
O ano 2009 foi um ano de transição, em que começámos a implementar este novo sistema de negócio. As lojas que abriram, apesar da crise, estão dentro dos valores previstos e isso deixa-nos muito confiantes para o futuro.
Quais as expectativas para este ano?
O grande objectivo para 2010 é consolidar os negócios já existentes e até final do ano expandir a rede Clayeux através deste novo conceito de negócio.
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