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Empresas de franchising bloqueiam piratas informáticos
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As empresas de franchising em Portugal estão cada vez mais “preocupadas” e conscientes dos perigos do uso da Internet, e da vulnerabilidade das suas redes informáticas, e investem cada vez mais em programas e sistemas de protecção contra ataques de hackers com os mais recentes anti-vírus e firewall.
Os piratas informáticos, ou hackers, são pessoas que procuram aceder a recursos cujo acesso não lhes está autorizado, e exploram, para o conseguir, as vulnerabilidades existentes nos sistemas de informação.
Apesar de nem todos os ataques levados a cabo por essas pessoas terem a intenção de provocar danos, ou retirar informações dos sistemas, a realidade é que muitas empresas de franchising preferem prevenir esses ataques, conscientes de que podem ser precisos milhares de euros para limpar um sistema que seja afectado por um ataque malicioso.
Estas invasões indesejadas podem ir desde o simples acesso não autorizado às informações de uma empresa, até à perda total da informação contida nos sistemas de informação.
Martim Oliveira, responsável pelo franchising Bit Company em Portugal afirma que “cada vez mais as empresas recorrem a serviços de segurança, porque existe uma maior probabilidade de ataques hoje em dia, por se conseguir chegar a tudo com a dimensão que atingiu o uso da internet”. A empresa recorre à Infor L, especialista em assistência informática, para garantir a segurança dos servidores da rede da Bit Company.
Manuel Rosa, um dos directores da Computer Center, empresa que faz o acompanhamento na área das Tecnologias de Informação (TI) a empresas como a Loja do Condomínio, Era imobiliária e Sotheby’s imobiliária, refere que a protecção das empresas “passa invariavelmente pela concepção de uma solução global preventiva, que perceba todos os riscos que os sistemas informáticos podem correr, quer pela sua natureza, quer pelas acções que os utilizadores fazem nos diferentes postos de trabalho, que podem colocar em risco toda a rede da empresa”.
De acordo com o CEO da Capital Credit, Francisco Dias, “na área financeira essa segurança torna-se ainda mais importante, devido à necessidade de protecção de dados contra ataques de hackers”. Segundo o responsável pela marca em Portugal, a Capital Credit está a preparar, juntamente com uma empresa externa, a segurança de todo o sistema informático, e prevê, entre Outubro e Novembro deste ano, “fazer a alteração de todo o programa de gestão, e aquisição de novos servidores” para garantir a protecção dos dados da empresa.
Segundo avançou Francisco Dias ao Tormo.pt, a Capital Credit Espanha investiu o ano passado cerca de 1 milhão de euros na segurança informática de toda a rede, e actualmente a marca “é a única em Espanha com um sistema informático único, e de acordo com as normas de segurança exigidas no sector financeiro, e a empresa está agora a preparar tudo para que em Portugal esteja em conformidade com estes procedimentos”, afirma.
Actualmente a segurança dos sistemas de informação tem vindo a evoluir “graças à análise efectuada aos ataques que são feitos aos sistemas das empresas". No entanto, Manuel Rosa acredita que “a atenção à segurança está de certa forma relacionada com a dimensão das organizações, mas a maior parte do tecido empresarial não está atento a este problema, até porque não tem a noção da quantidade de vezes que o seu sistema é sondado por dia”, e acrescenta, "as empresas na sua enorme parte, remetem os investimentos em segurança informática para um segundo plano, muitas vezes não percebendo a real dimensão do problema".
Consciente dessa vulnerabilidade, a Almeida Viagens “previne a entrada de invasores através de um sistema de actualização de dados, e uso de uma boa firewall e anti-vírus”, diz Paulo Manuel, responsável pelo franchising em Portugal. António Martinez, um dos directores da Almeida Viagens, e responsável pela informática da marca espanhola, afirma que a empresa “investe a 100% na segurança dos seus dados nos servidores da central”, e tem actualmente um sistema de actualização automática e constante dos dados da empresa.
A mesma utiliza um software de actualização permanente de dados, e “o backup é feito num servidor “escravo” “que dá apoio, e protege esses dados, em caso de ataque ao servidor mestre”, esclarece António Martinez.
Firewall: física ou software?
Miguel Silva, administrador de sistema informático da empresa HSeabra S.A afirma que “hoje em dia qualquer empresa está vulnerável à entrada de spyware, malware e adware, há sempre uma porta aberta, e é necessário haver uma verdadeira estrutura de segurança que bloqueie as acções de tráfego não autorizadas”.
O informático refere que “existem hoje em dia programas e firewall muito bons no mercado, que tornam quase impossível o sucesso de uma invasão”, exemplificando com alguns dos mais recentes softwares concebidos para esse fim, como o Exchange Server 2007, o Internet Security & Accelerator Server 2006, mais conhecido por ISA Server 2006, ou o ForeFront, todos da Microsoft, alguns deles a opção de muitas marcas de franchising.
Menos usadas são as firewall/ switch, em “versão caixa”, que “não fazem mais do que estes softwares de protecção, ou seja, bloquear o tráfego não autorizado na rede de uma empresa”, adianta ainda Miguel Silva.
Se um sistema informático for alvo de uma “invasão”, a melhor forma de eliminar o problema é identificar a origem da falha, ou a porta que permitiu o seu sucesso, e atacá-la de forma localizada. No entanto, os custos inerentes à limpeza de um sistema, consoante a gravidade e o impacto desses ataques, podem variar entre as dezenas e os milhares de euros, “sendo sempre preferível adoptar uma política de segurança bem definida, e mantê-la de uma forma continuada”, sublinha Manuel Rosa.
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