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Armazém do Caffé vê com bons olhos novo código do trabalho

O novo código do trabalho entrou oficialmente em vigor no passado mês de Fevereiro, dia 12, e o objectivo das suas recentes alterações, diz o governo, é o de “promover a competitividade das empresas”. Para a grande maioria dos trabalhadores as alterações não são recebidas com agrado, uma vez que podem tornar vulneráveis algumas situações e “fomentar outras de abuso” por parte dos empregadores, como os despedimentos ilegais.

Contactámos várias empresas do sector de franchising para que nos dissessem como foi recebido o novo código, que vantagens, ou desvantagens, vêm nele, mas apenas a rede Armazém do Caffé se disponibilizou a falar sobre o assunto. “Este novo código de trabalho vem em boa altura, visto que mais do que nunca as empresas têm que se reestruturar de forma a enfrentarem esta crise global e se virmos uma empresa como um indivíduo que se esforça e trabalha para subsistir, e por consequência tem sucesso naquilo que faz, para que possa viver e crescer de forma sustentada, não bastam eufemismos, tem que haver um esforço e objectivos comuns”. Apesar de acreditar que as alterações ao antigo código de trabalho, nomeadamente a desburocratização do processo de despedimentos, o alargamento tempo para dedicação à família, licença parental, alargamento de “tempo à experiência” nas empresas, restrições nos contrato a prazo, entre outras, são positivas, o director-geral da rede Armazém do Caffé, Helder Silva, acredita que “para a maior parte dos trabalhadores, e para aqueles que receiam ver as suas funções postas em causa pode gerar situações de vulnerabilidade, e em alguns casos pode mesmo haver abusos por parte dos empregadores”. O responsável não discorda, no entanto, com as alterações que foram feitas, “uma vez que estas visam claramente facilitar a vida ao empregador e, de facto, com isto aumentar a competitividade e a eficácia ao poder escolher para os quadros das empresas as melhores pessoas, porque a mais-valia de uma empresa são sem dúvida os seus RH”, acredita. Helder Silva diz mesmo que “em Portugal as pessoas estão muito habituadas à comodidade do emprego que têm e a tudo o resto e é aqui que a incompetência e a falta de competitividade começa”, afirma.
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