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Comfort Keepers apresenta soluções para desemprego e reforça expansão na zona centro

Sabia que a população portuguesa mais envelhecida está a crescer de forma mais rápida do que a população activa? E sabia que a população em Portugal deverá diminuir, até 2050, de 10,3 milhões de pessoas para 9,3 milhões, fruto do aumento do índice de envelhecimento? Estes foram alguns dos dados apresentados ontem pela Comfort Keepers no workshop realizado em Coimbra, com o objectivo de alertar para a fragilidade desta realidade. “Há cada vez menos pessoas para apoiar um número cada vez maior de idosos”, concluíram no encontro, quando o mercado de Cuidados Domiciliários dá agora os primeiros passos.

De acordo com o Instituto Nacional de estatística (INE), a zona centro é a região “mais envelhecida” de Portugal, representando 20% da população idosa, e é por isso uma das prioridades de expansão desta empresa de serviços de apoio domiciliário. Jorge Monteiro, director-geral da rede de franchising diz que “os serviços de apoio domiciliário locais registam índices de ocupação próximos dos 100%, o que atesta a necessidade de encontrar no mercado novas respostas às necessidades da população idosa, e cremos que o franchising Comfort Keepers pode constituir-se como a aposta certa para os empreendedores locais, contribuindo para a dinamização do sector empresarial da zona centro”.
Baseada nos dados avançados pelo INE, a empresa estima que nos principais distritos da zona centro “o apoio domiciliário registado na carta social não atinja os 60% das necessidades”, o que vem corroborar as recentes declarações de Inês Guerreiro, coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que afirma que “o Governo encara os cuidados continuados integrados como uma prioridade política ao mais alto nível”.
Foram apresentados neste workshop “Desafios e oportunidades de negócio na área dos cuidados domiciliários” alguns apoios e incentivos precisamente disponibilizados pelo Estado, entre eles duas linhas de crédito Invest Mais e Microinvest, criadas pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, representando 100 milhões de euros para a integração no mercado de trabalho de desempregados e jovens à procura do primeiro emprego.
O encontro contou com a presença de organismos como o IAPMEI, IEFP e ANJE que falaram sobre os programas de incentivo à criação de empresas, como o Finicia, vocacionado para facilitar o financiamento no arranque das empresas e baseado em três modalidades, o Microcrédito, Early Stage e Fundos Municipais, ou outros programas de estímulo à oferta de emprego e criação do próprio emprego, abordados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, tendo a Associação Nacional de Jovens Empresários traçado um perfil da sua actividade enquanto promotora do empreendedorismo jovem em Portugal.
A grande preocupação da Comfort Keepers é responder às "lacunas do mercado" no que respeita a serviços e apoio à população envelhecida e ao mesmo tempo dinamizar a economia, colocando à disposição dos potenciais investidores “um sistema de negócio testado e desenvolvido que fará com que os riscos de introdução da nova empresa no mercado sejam substancialmente reduzidos e que o desenvolvimento da organização decorra de forma mais célere”, diz Monteiro.
Com mais de 10 anos de experiência, a empresa está actualmente a apostar fortemente no aumento da rede de franchising em Portugal, em particular na zona centro do país, tendo como objectivo abrir 20 escritórios, tendo registado nos últimos dois anos “um período de grande crescimento”, espelhado na abertura de 7 unidades e na criação de cerca de 200 postos de trabalho.
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