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Dar música à exclusão

Projecto Zéthoven é um caso invulgar de êxito do ensino musical no interior de Portugal. Actividades chegam a três mil crianças de quatro distritos, mas há planos para alargar a acção.

O que começou por ser um programa de contornos sociais limitados à Covilhã ganhou um foro internacional impensável. Ao fim de dez anos, com prémios obtidos em vários países, o Projecto Zéthoven não coloca de lado o 'franchising' para continuar a crescer. Por uma vez, o triste fado da interioridade não ditou leis: a educação musical a jovens fora dos centros urbanos foi a alavanca para um amplo projecto que hoje goza de um prestígio indesmentível, com gravações em série de discos Zéthoven e digressões internacionais. Até mesmo a míngua de apoios oficiais nunca foi obstáculo ao crescimento. De costas voltadas para a Autarquia desde 2002, a Associação Cultural da Beira Interior (ACBI) - instituição sediada na Covilhã que abarca o Projecto Zéthoven - contornou as dificuldades, ao assinar protocolos com autarquias de todo o país. As actividades desenvolvidas já chegaram a 61 concelhos e 180 escolas, mas é na Covilhã, Pinhel, Nisa, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Velha de Ródão e Mação que o Zéthoven desenvolve uma acção permanente no terreno. Trancoso e Alpedrinha vão passar a integrar, a breve trecho, a lista.
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