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D Viagem poderá viabilizar continuidade de agências Marsans em Portugal

Nos últimos dois meses o Grupo espanhol Marsans tem sido notícia em quase todos os órgãos de comunicação social. Até aqui era apenas mais uma empresa em dificuldades financeiras e em vias de falência pelas dívidas que acumulava (estimadas em quase 600 milhões de euros). Para a Marsans, as dificuldades chegaram em finais de 2009 com o colapso da companhia aérea Air Comet (empresa do Grupo), que na impossibilidade de saldar uma dívida superior a 100 milhões de euros se viu obrigada a fechar portas.

Para impedir a queda da Marsans, o Grupo e o lote de empresas que o compõem (entre elas a Marsans Lusitana) foi vendido à também espanhola Posibilitum Business SL por quase 600 milhões de euros, “praticamente o valor total da dívida que acumulava”, escrevia o jornal SOL. Os novos proprietários logo anunciaram medidas para impedir a queda da empresa, medidas que implicariam redução do número de funcionários, fecho de unidades e mesmo a fusão entre empresas do grupo com outros operadores do mercado.

O Grupo Marsans, segundo citação em Maio da agência PressTur, referindo-se à imprensa espanhola, “está em vias de ver transferirem-se para a concorrente Viajes Iberia, do Grupo Orizona (tutelar da rede D Viagem), cerca de 70% das mais de 200 agências associadas em Espanha”. Em Portugal, e de acordo com uma notícia publicada em Junho no site Turisver, algumas agências associadas da Marsans Portugal não só poderão vir a ingressar na rede D Viagem, como também o ex director-geral da Marsans Portugal, Constantino Pinto e Nuno Paixão, farão parte da estrutura empresarial da D Viagem.

Ao que o Tormo.pt tentou apurar junto da D Viagem “este é um processo que ainda não está concluído”, não confirmando nem desmentindo a empresa estas contratações e aquisições das agências Marsans, deixando no entanto no ar que estes objectivos serão concretizados ainda este ano. Até ao fecho da edição de ontem a empresa não se mostrou disponível para prestar mais declarações quanto ao acordo que tem desenvolvido com o Grupo Marsans.

Quanto ao director-geral do Grupo Marsans para a Península Ibérica, Ivan Losada, já garantiu que nenhuma das 30 agências em Portugal vai fechar. Vislumbra-se assim um quadro mais animador para os franchisados da Marsans Lusitana, restando saber se a integração na rede D Viagem está para breve e em que condições passam a integrar esta  rede de agências de viagem em Portugal e eventualmente em Espanha.
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