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Retoma económica do país passa pela aposta no sector do turismo residencial

Palavras de optimismo para o sector do turismo, também residencial, apesar da conjuntura internacional, pautaram o seminário nacional da Associação de Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), realizado em Lagoa (Algarve), no salão económico FATACIL. Portugal apresentou-se neste evento como uma porta aberta para oportunidades de investimento no sector, nacional e internacional, sendo Angola e Brasil destinos privilegiados de expansão para empresários portugueses na área da construção e do imobiliário.

O turismo residencial na retoma económica do país e concretamente a realidade dos projectos com Potencial de Interesse Nacional (PIN) estiveram em debate neste Seminário, tendo sido salientado o papel geográfico de Portugal nas pontes comerciais entre os demais países da lusofonia.

 “A indústria dos tempos livres e do turismo (também o residencial) é não só uma das indústrias do futuro, como também uma daquelas que pode mais rapidamente contribuir para a retoma económica que procuramos”, salientou Luis Lima, presidente da APEMIP.

O responsável salientou a importância e a necessidade de Portugal desenvolver soluções “inovadoras, mais fiáveis e competitivas na oferta de meios para a deslocação de grandes fluxos de viajantes”, como forma de potenciar o sector do turismo residencial e consequentemente a mediação imobiliária no país.

Cruzando os números que marcam o turismo residencial e as suas extensões ao imobiliário, se por um lado houve um aumento de empresas de mediação imobiliária em algumas zonas algarvias, contrastando com a realidade de outras zonas do país, o sector de construção apresentou “valores modestos, com efeitos no mercado de trabalho, um pouco em contra ciclo com a Europa, onde os números são mais favoráveis, graças à reabilitação urbana mais forte”, referiu Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

O seminário nacional da APEMIP contou com a presença de personalidades como o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, o administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) Luís Florindo, o presidente da Câmara de Lagoa, José Eduardo, Manuel Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), Isilda Gomes, governadora civil de Faro, Pedro Megre, director-geral da UCI Portugal e o comendador Rocha de Matos.
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