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Zara chega à Internet
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A marca de roupa da empresa espanhola Inditex que conta com mais de 4.700 lojas em 76 países por todo o mundo, começa na próxima quinta-feira as vendas "online" em seis países. Portugal é um deles.
A marca de roupa da empresa espanhola Inditex que conta com mais de 4.700 lojas em 76 países por todo o mundo, começa na próxima quinta-feira as vendas "online" em seis países. Portugal é um deles.
O ruído à volta da entrada da Zara no mercado “web” já passou de simples burburinho a um fenómeno ensurdecedor, mesmo antes de o site ter aberto “portas”. Os fãs de Facebook já superam os 4,4 milhões e os “downloads” de aplicações no iTunes ultrapassam os 3,5 milhões, superando qualquer outra empresa do género.
Para já, no próximo dia 2 de Setembro, a Inditex vai disponibilizar vendas pela Internet nos seis países que representam 40% das suas vendas: Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha e Portugal. Mas os planos da empresa são os de “alargar as vendas ‘online’ para outros mercados seleccionados, assim que a empresa atinja um presença global”, avança Pablo Isla, CEO da empresa, em declarações recolhidas pelo Wall Street Journal.
De acordo com um estudo da Sanford C. Bernstein a que o Wall Street Journal teve acesso, a empresa espanhola poderá alcançar lucros anuais provenientes de vendas pela Internet de 2 mil milhões de euros ao terceiro ano de actividade. A americana GAP, apresentou lucros referentes a este tipo de vendas de 1,12 mil milhões de dólares (885 milhões de euros) no ano passado.
Mas a decisão da Inditex de introduzir a Zara no mercado da Internet apenas agora – quando a GAP já está desde 1997 e a sueca H&M, desde 2006 - acaba por ser motivo de estudo.
A empresa espanhola revelou que, enquanto os rivais experimentavam novos veículos de venda, a Inditex concentrou-se em reforçar a presença física, abrindo mais de uma loja por dia, durante vários anos. Actualmente conta 4.700 em 76 países, tendo atingido os 11 mil milhões de euros em vendas no ano passado. De acordo com o Wall Street Journal, a companhia esperou até ter a convicção de que havia procura suficiente para este tipo de mercado.
Mas a principal razão apontada prende-se com o facto de a roupa ser um bem difícil de vender através da Internet, uma vez que não se pode tocar, muito menos provar. Ainda assim, um estudo levado a cabo à escala global pela Nielsen Co. que perguntou às pessoas que produtos comprariam “online” nos próximos seis meses, revelou que a roupa, os acessórios e os sapatos eram a segunda categoria mais popular, a seguir aos livros.
A Zara já fez uma experiência no mercado “online”, quando, em 2007, começou a vender a sua gama de produtos de mobiliário (“Zara Home”) através da “web” em alguns países europeus. A mesma equipa que conduziu o projecto da “Zara Home” está agora a lançar as vendas através da Internet de roupa, com cerca de 50 pessoas a trabalhar a tempo inteiro no projecto.
Uma das maiores preocupações dos responsáveis da empresa espanhola é o possível aumento nas devoluções de artigos que poderia deixar a logística da empresa em dificuldades. Luca Solca, analista da Bernestein, aponta também como possível problema a satisfação da procura que se venha a verificar. “A última coisa que eles [Inditex] querem é ter pessoas a fazer encomendas e não serem capazes de satisfazer as encomendas”, concluiu.
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