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Deutsche Bank e Société Générale sob pressão para aumentar fundos após testes de stress

Dos 90 bancos avaliados pela Autoridade Bancária Europeia, oito registaram um core tier one inferior a 5%, ou seja chumbaram nos testes, e 16 instituições tiveram um core tier one entre 5% e 6%

Dos 90 bancos avaliados pela Autoridade Bancária Europeia, oito registaram um core tier one inferior a 5%, ou seja chumbaram nos testes, e 16 instituições tiveram um core tier one entre 5% e 6%

O Deutsche Bank, Royla Bank of Scotland, Société Générale e o Unicredit poderão ser pressionados a aumentar o capital, de modo a travar os receios dos investidores, depois destes bancos terem apresentado rácios no limiar fixado pelos testes de resistência ao sector na Europa.

O banco alemão apresentou um Tier 1 de 6,5%, abaixo do cenário adverso dos testes de “stress”, enquanto o Royal Bank of Scotland teve um rácio de 6,3%, o Société Générale de 6,6% e o italiano Unicredit de 6,7%. A Autoridade Bancária Europeia divulgou no final da semana passada que oito bancos europeus chumbaram nos testes de stress. Ou seja, o "core tier one" destas instituições é inferior a 5%. Dos 90 bancos avaliados, oito registaram um core tier one inferior a 5%, ou seja chumbaram nos testes, e 16 instituições tiveram um core tier one entre 5% e 6%.

“Se assistirmos a incumprimento soberano, muitos dos maiores bancos como o Deutsche Bank, o SG e o RBS vão precisar de novo capital. Estes bancos deveriam fortalecer a sua base de capital para travar as preocupações dos investidores”, afirmo Espen Furnes, gestor de activos do storebrand Asset Management, em declarações à Bloomberg.

O Deutsche Bank, o Société Générale e o Unicredit disseram que os seus rácios teriam sido mais elevados se os reguladores reconhecessem todos os passos que as instituições estão a tomar para aumentar as reservas. Os analistas do JPMorgan adiantaram numa nota divulgada após os resultados dos testes de resistência que 20 bancos poderão precisar de aumentar capital no valor de 80 mil milhões de euros para ajudar a tranquilizar os receios dos investidores em relação a um incumprimento grego.
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