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PME’s europeias criaram 85% dos novos postos de trabalho entre 2002 e 2010
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Segundo um relatório divulgado ontem pela Comissão Europeia, as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) europeias criaram, entre 2002 e 2010, cerca de 85% de novos postos de trabalho no conjunto dos Estados membros, ou seja, uma média anual de 1,1 milhões de novos empregos durante este período.
A taxa de criação de emprego anual das PME’s a nível comunitário, neste período, foi o dobro do criado pelas grandes empresas europeias, com um aumento por ano de 1%, contra o crescimento de 0,5% registado pelas grandes empresas.
O comissário europeu para o empreendedorismo e indústria, António Tajani, destacou a “relevância económica das PME’s por constituírem “o grande gerador de novos empregos”, ao apresentarem uma taxa de criação de novos postos de trabalho “significativamente” superior à das grandes empresas.
“Mais do que nunca, sua taxa significativa de criação de emprego destaca a sua importância económica”, salientando a “necessidade de apoiá-las”, referiu num comunicado. Para o comissário “as pequenas e novas (com menos de 5 anos) empresas são claramente a chave para restaurar o crescimento económico na Europa”.
De salientar que empresas recentes a operar na área de serviços criaram mais de um quarto dos novos empregos (27%), enquanto empresas a operar no sector de transporte e comunicação contribuíram menos para este crescimento (6%).
Efeitos da crise: empresas pequenas mais vulneráveis
De acordo com os resultados apresentados neste estudo, os efeitos da crise fizeram-se sentir, no entanto, em empresas de todas as dimensões, com as micro empresas a apresentarem-se particularmente vulneráveis. Como resultado da crise económica de 2009/2010, os empregos no setor das PME’s caíram uma média anual de 2,4%, no conjunto dos Estados membros, contra a queda de 0,95% registada no setor das grandes empresas europeias.
Os indicadores de emprego revelaram-se negativos em 2010, mas o comportamento em 2011 melhorou ligeiramente. O número de empresas que concretizaram despedimentos em 2011 foi menor do que o registado em 2010.
Inovação é arma contra a crise
A inovação parece ser a melhor arma pra contrariar estes indicadores e causarem um impacto positivo nos mercados europeus. Segundo a Comissão Europeia, empresas inovadoras, ou aquelas inseridas em países mais inovadores, têm tendência a registar taxas de crescimento de emprego mais significativas.
O estudo revela que PME’s inovadoras, e a operar em economias mais inovadoras, sofreram menos os efeitos da crise económica. Por exemplo, enquanto a quebra generalizada da procura é mencionada por 70% das empresas a operar em mercados considerados menos inovadores, os países que se mantêm na vanguarda da inovação reportam uma quebra de apenas 45%.
Qualidade de emprego nas PME’s
O estudo distingue dois patamares no que se refere a qualidade: qualidade de emprego e qualidade de trabalho. Regra geral, é verdade que empregos em empresas mais pequenas são menos produtivos, pior remunerados e menos sindicalizados do que em empresas maiores. Ainda assim, as microempresas dizem ter vantagens competitivas face à concorrência, tais como melhor ambiente de trabalho, equilíbrio entre emprego e vida pessoal, acordos e flexibilidade de horários, etc.
O comissário europeu para o empreendedorismo e indústria, António Tajani, destacou a “relevância económica das PME’s por constituírem “o grande gerador de novos empregos”, ao apresentarem uma taxa de criação de novos postos de trabalho “significativamente” superior à das grandes empresas.
“Mais do que nunca, sua taxa significativa de criação de emprego destaca a sua importância económica”, salientando a “necessidade de apoiá-las”, referiu num comunicado. Para o comissário “as pequenas e novas (com menos de 5 anos) empresas são claramente a chave para restaurar o crescimento económico na Europa”.
De salientar que empresas recentes a operar na área de serviços criaram mais de um quarto dos novos empregos (27%), enquanto empresas a operar no sector de transporte e comunicação contribuíram menos para este crescimento (6%).
Efeitos da crise: empresas pequenas mais vulneráveis
De acordo com os resultados apresentados neste estudo, os efeitos da crise fizeram-se sentir, no entanto, em empresas de todas as dimensões, com as micro empresas a apresentarem-se particularmente vulneráveis. Como resultado da crise económica de 2009/2010, os empregos no setor das PME’s caíram uma média anual de 2,4%, no conjunto dos Estados membros, contra a queda de 0,95% registada no setor das grandes empresas europeias.
Os indicadores de emprego revelaram-se negativos em 2010, mas o comportamento em 2011 melhorou ligeiramente. O número de empresas que concretizaram despedimentos em 2011 foi menor do que o registado em 2010.
Inovação é arma contra a crise
A inovação parece ser a melhor arma pra contrariar estes indicadores e causarem um impacto positivo nos mercados europeus. Segundo a Comissão Europeia, empresas inovadoras, ou aquelas inseridas em países mais inovadores, têm tendência a registar taxas de crescimento de emprego mais significativas.
O estudo revela que PME’s inovadoras, e a operar em economias mais inovadoras, sofreram menos os efeitos da crise económica. Por exemplo, enquanto a quebra generalizada da procura é mencionada por 70% das empresas a operar em mercados considerados menos inovadores, os países que se mantêm na vanguarda da inovação reportam uma quebra de apenas 45%.
Qualidade de emprego nas PME’s
O estudo distingue dois patamares no que se refere a qualidade: qualidade de emprego e qualidade de trabalho. Regra geral, é verdade que empregos em empresas mais pequenas são menos produtivos, pior remunerados e menos sindicalizados do que em empresas maiores. Ainda assim, as microempresas dizem ter vantagens competitivas face à concorrência, tais como melhor ambiente de trabalho, equilíbrio entre emprego e vida pessoal, acordos e flexibilidade de horários, etc.
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