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Número de imóveis entregues à banca por falta de pagamento aumenta em 2011

De acordo com estimativas da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) contabilizaram-se o ano passado cerca de 6.900 imóveis entregues aos bancos por incumprimento de pagamento, quer por parte das famílias quer por parte de promotores imobiliários. Dezembro foi o pior mês de 2011, consequência de um segundo semestre “extremamente difícil, em que o agravamento homólogo deste fenómeno se situou nos 17,9%”.

O arrefecimento do mercado imobiliário continua a afetar de forma “bastante significativa” todos os que investiram na promoção imobiliária e no desenvolvimento de novos projetos ou empreendimentos, pelo que uma grande parte dos imóveis entregues provêm destes atores, “em particular em municípios como Alcochete, Loulé, Ponta Delgada e Vila do Conde, em que a realidade representou, em 2011, pelo menos metade da totalidade dos imóveis em causa”, adianta a APEMIP no seu último relatório das dinâmicas imobiliárias em Portugal.

As áreas metropolitanas de Lisboa e Porto concentram 45,2% das ocorrências relativas a imóveis entregues por falta de pagamento o ano passado (36,7% em Dezembro), sendo que dos 10 municípios mais penalizados em termos nacionais apenas 3 (Loulé, Ponta Delgada e Braga) não pertencem a estas duas unidades territoriais.

A APEMIP sublinha que, em 2011, a área metropolitana do porto representou 19% dos imóveis entregues em termos nacionais, e Lisboa, mesmo encerrando quatro dos dez municípios mais penalizados por este fenómeno, regista 26,2% das ocorrências ao longo dos últimos doze meses. Os dados refletem a manutenção de uma “ligeira desconcentração deste fenómeno para fora dos grandes centros urbanos, que se observa principalmente ao longo do segundo semestre do ano transato.

Quanto a transações imobiliárias, a associação refere que o ano passado, a nível nacional, cerca de 49 municípios conseguiram assegurar a realização de pelo menos 1000 transações imobiliárias desde o início do ano (15,9% dos 308 conselhos portugueses), e que 31 continuaram sem garantir a concretização de pelo menos 100 negócios imobiliários ao longo do ano de 2011.
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