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Franchising de pastéis de nata vem aí

Portugal tem vários produtos com características extraordinárias para se tornarem franchisáveis e internacionalizáveis, apesar de, nem tudo se adaptar a este modelo de negócio. Mas, vamos falar do pastel de nata. Exportar um produto tão típico da cultura e gastronomia nacional, através da fórmula franchising, passou a estar na ordem do dia porque o ministro da Economia se lembrou de perguntar aquilo que muitos empreendedores, provavelmente, já tinham questionado: “porque não um franchising de pastéis de nata?”.

Não é propriamente o ovo de Colombo. Muito antes de o ministro Álvaro Santos Pereira dizer que a afirmação de produtos nacionais é fundamental para a internacionalização e, consequentemente, a dinamização da economia, empreendedores visionários já tinham levado aos quatro cantos do mundo o orgulho da doçaria nacional: o pastel de nata.

Mas, o que ganha, afinal, a nossa economia com isso? “Exceção feita às situações de exportação do produto, o que à escala mundial de consumo é absolutamente marginal, não ganhamos nada. Ou seja, as receitas ficam todas no exterior. E Porquê? Porque ainda não se fez com este produto o mesmo que outros países fizeram com os seus produtos de sucesso, nomeadamente os hambúrgueres, as pizzas ou o sushi. É sabido que os países de origem destes produtos têm receitas pela exportação do conceito, fundamentalmente assentes no modelo de franchising”, explica João Cunha, administrador da beBusiness, empresa que vai lançar, em Abril, precisamente um franchising de pastéis de nata.

“Fruto de uma avaliação positiva de uma ideia apresentada à empresa já há alguns meses”, Portugal, vai mesmo receber o primeiro franchising nesta área, estando prevista a inauguração da primeira unidade numa zona de “excelência” em Lisboa, que terá uma área útil de operação de cerca de 50m2.

A marca, cujo nome vai ainda ficar no segredo dos deuses, “está desenvolvida em dois fortes eixos: uma receita exclusiva e de topo de produto, e a exploração de valores sociais e culturais da Lisboa antiga”, adianta João Cunha.

“Há uma ligação muito forte ao ADN da cidade origem deste produto, o que provocará uma experiência de consumo totalmente diferenciada da oferta existente. Na estratégia de distribuição da rede existe uma clara prioridade na implantação em zonas de elevada concentração de turistas”, revela o responsável.

O investimento total deste conceito de franchising rondará os 35 mil euros, com direitos de entrada incluídos, e apresentará um modelo de operações “excecionalmente simplificado, contribuindo para um rápido retorno do investimento”.

Internacionalizar na fase de arranque está nos planos da marca

A beBusiness iniciou a sua atividade no Brasil este ano, com a abertura da filial em São Paulo, estando previsto o lançamento de algumas das suas marcas em Maio naquele mercado, entre elas, a dos pastéis de nata. A aposta na estratégia de internacionalização logo na fase de arranque “deve-se ao facto de se tratar de um conceito que vive não só da qualidade do produto, como também da atratividade da experiência que a loja proporcionará. E, nesse aspeto, estamos perante uma fórmula que é mundialmente aceite, não fosse a cidade de Lisboa um dos locais mais bem sucedidos no mundo”.

"Não só pelo facto de o Brasil revelar índices de crescimento sustentável no médio prazo, a escolha deste mercado deve-se também à proximidade social e cultural com os nossos conceitos de negócio”, diz João Cunha.

De volta ao território português, para além das primeiras aberturas previstas em Lisboa, a partir de Abril, a marca quer ter em funcionamento, até ao final de 2012, cerca de cinco unidades noutras cidades do país.
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Carlos Madeira
29/02/2012 20:16:47
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Existe interesse de franquia no Rio de Janeiro em Jacarépaguá.

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